Oh como meu coração canta suicídio,
Oh como meu medo afunda em tinta preta.
Oh como minha marcha fúnebre traz uma lágrima aos seus olhos,
Oh como a forca balança quando você morre.
Que surpresa! qual é o preço?
qual é o prêmio? Que surpresa!
Oh como meu coração se parte quando você silencia meus olhos,
Oh como meu medo afunda em tinta vermelha
Oh como a forca sorri quando você mente,
Oh como meu útero pune quando você cava bem no fundo.
Você faz isso? Você sente isso?
Você vende isso? Você precisa disso?
No sol os salgueiros te dão sombra
Como eles ficam pendurados como uma guilhotina
Março 2008
Março 31, 2008
“essas palavras não cabem na sua boca…”
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Março 28, 2008
Holanda isenta cigarro de maconha de lei antifumo
O uso de cigarros puros de maconha será isento das restrições antifumo que passarão a vigorar na Holanda em três meses.
Segundo as regras, o fumo -hoje proibido em prédios e escritórios públicos- será proibido também em lugares como bares, cafés, restaurantes, clubes e teatros a partir de 1º de julho.
Entretanto, cigarros de maconha pura, hoje consumidos abertamente em locais públicos, ficarão de fora das regras.
Uma porta-voz do Ministério da Saúde holandês explicou à BBC Brasil que a regra tem como alvo o consumo de tabaco. “Se o cigarro não contiver tabaco misturado com cannabis, automaticamente as regras passam a não se aplicar”, ela disse.
A permissão de fumar maconha na Holanda vem de políticas liberais introduzidas nos anos 1970. Desde então, o uso e o comércio de cannabis movimenta mais de US$ 5 bilhões por ano, de acordo com uma estimativa publicada no jornal “The Daily Telegraph”.
O ministro holandês da Saúde, Ab Klink, disse que o objetivo da lei antitabaco não é combater a maconha.
“Se quisermos modificar nossa política de tolerância em relação ao uso de drogas leves, agiremos diretamente, e não através da proibição ao fumo”, ele declarou ao Parlamento durante a discussão da legislação, no ano passado.
Tendência
A ofensiva antitabaco na Holanda vai ao encontro da orientação da União Européia, cujo comissário da Saúde, Markos Kyprianou, já expressou desejo de ver uma proibição total ao fumo em locais públicos em toda a Europa em questão de poucos anos.
Como em outros países na Europa, a lei antitabaco holandesa permitirá que os bares tenham áreas de fumante -mas os funcionários do estabelecimento não serão obrigados a servir clientes no recinto, afirmou o governo holandês.
“O principal objetivo da lei é proteger os trabalhadores destes estabelecimentos”, disse a porta-voz do Ministério da Saúde.
Segundo números da organização Stivoro, 26% dos adultos holandeses fumava em 2006.
Março 27, 2008
Eu juro que essa vida é uma chuva de fatos que me fazem ter medo de existir…
No mesmo dia em que eu termino uma coisa, minha ex começa a namorar. Junta com o fato de que a menina que eu ficava diz que gosta de alguém, e que esse alguém não liga pra ela e eu me pergunto mil vezes se sou eu. Não! Não é ego, é decorrência de conversas passadas que criam dúvidas. Nesse mesmo vai e vem de idéias eu me interesso por uma menina que parece ser simpática, engraçada, madura e sem muitos problemas psicológicos [característica basica de pessoas do sexo feminino]. E ao mesmo tempo eu quero um namorado, casar, ter filhos e ter uma vida infeliz porque não é disso que eu gosto, mas pra ter equilibrio as vezes, na minha cabeça, só se for assim… Sabe, foda-se a minha vida. Eu tenho medo…
Queria, sei lá, me jogar da ponte. A Dani odeia quando eu falo essas coisas… mas quem é ela pra odiar. Não é fácil viver na minha pele. Não é fácil. Eu quase infartei e eu tenho 19 anos, tem noção do que é isso? Meu emprego me estressa, eu não gosto de fazer nada, eu não gosto de ninguém, eu tenho que me auto afirmar de 10 em 10 minutos. É tão fácil ser a mimadinha que tem tudo na mão. Falta coisa viu… falta amor. Falta carinho, atenção, falta dedicação e as duas únicas pessoas que enxergaram isso: uma criou carinho e transformou meu amor em amizade, e a outra manipula pra quando precisa do meu carinho ou quando precisa que eu ignore.
Eu prometi a mim mesma parar de dar mole com ela. E um dia ela chegou pedindo um carinho, se acomodando. Eu cedo a isso porque ela sabe que eu preciso disso. EU SABIA QUE IA ME MACHUCAR. Pra que dar brecha pra alguém que usa sua personalidade pra se sentir bem… Nessas horas eu agradeço por nada que eu tenha enviado pra ela tenha chegado corretamente. Só o presente de natal que deu certo e as vezes eu nem lembro disso. Todo o resto ficou.
É bobo, mas eu penso nas pessoas pelos presentes. Não consigo dar nada que não signifique pra mim e pra pessoa. A Dani queria porque queria os DVDS da Marisa, e eu também sou fã. Dar aquilo pra ela era compartilhar nossos gostos. Quando eu penso que eu quero assistir, eu penso nela. E isso marca.
Eu to escrevendo tudo torto. Mas a verdade é que essa dor vai ter que passar.
Março 24, 2008
What’s it been over a decade?
It still smarts like it was four minutes ago
We only influenced each other totally
We only bruised each other even more so
What are you my blood? You touch me like you are my blood
What are you my dad? You affect me like you are my dad
How long can a girl be shackled to you
How long before my dignity is reclaimed
How long can a girl stay haunted by you
Soon I’ll grow up and I won’t even flinch at your name
Soon I’ll grow up and I won’t even flinch at your name
Where’ve you been? I heard you moved to my city
My brother saw you somewhere downtown
I’d be paralyzed if I ran into you
My tongue would seize up if we were to meet again
What are you my god? You touch me like you are my god
What are you my twin? You affect me like you are my twin
How long can a girl be tortured by you?
How long before my dignity is reclaimed
And how long can a girl be haunted by you
Soon I’ll grow up and I won’t even flinch at your name
Soon I’ll grow up and I won’t even flinch at your name
So here I am one room away from where I know you’re standing
A well-intentioned man told me you just walked in
This man knows not of how this information has affected me
But he knows the colour of the car I just drove away in
What are you my kin? You touch me like you are my kin
What are you my air? You affect me like you are my air
Março 23, 2008
Ouço muito, retruco pouco. Faço pouco da minha própria capacidade. Ninguém teria orgulho de ter criado a criatura que mais abaixa a cabeça diante a dificuldades. Não sou motivo de esperança, nem mesmo simbolo de coragem. Estou longe de ser qualquer beldade. Eu ando caminhos tortos simplesmente por gostar de paisagens. Prefiro “perder” duas horas sendo feliz com o sentimento de calma. Eu durmo demais, ronco, engasgo comendo SEMPRE. Fumo, bebo, dou risada alto, choro quando bem entendo. Meu último choro de verdade foi num show. A música que desengasgava. Chorei e entre lágrimas e gritos eu me libertei pela última vez. E quando acho que estou livre o inferno volta.
Nunca vou me livrar…
Março 20, 2008
espere, eu ja estou te alcançando
meu suor tem cheiro de ilusão
eu já quis voltar pra casa
num dia de sol, ou de chuva,
na verdade nem lembro, não importa
talvez eu esteja certo
da mesma forma que eu estava a um tempo atrás
mas mesmo não acreditando
não importa pra onde for,
não meço esforços, eu vou.
espere que eu já estou chegando perto de você
e isso faz tudo ter um toque de emoção
ficar parado não leva a nada
só faz forçar na ferida
que arde com a falta que tudo faz.
pra que ter medo quando tudo ja te atingiu?
você pode voltar comigo agora
pra que pensar em desaparecer?
pra ser mais um fraco diante de você?
Março 17, 2008
loucura, insensatez, estado inevitável…
Posted by Lilla Borba under influências, literatura, música, ídolosLeave a Comment
isso é o que causa a presença feminina na minha vida.
Para comemorar, um poeminha da Pitty.
Pessoas se sentem impelidas a consumir em datas comerciais
Mas hoje no dia das minas, preferimos presentes imateriais
Umas são duronas, outras são mais doces.
Bonita e inteligente, é uma combinação fatal
Mas o maior desafio de todos meu amigo, é que nenhuma de nós vem com manual
É ótimo quando nos acham bonitas. Faz um bem danado pra auto estima.
Mas a maioria de nós fica mesmo orgulhosa, é quando a gente é admirada daqui pra cima. [do pescoço pra cima]
Tem aquela parte terrivel: Hormônios bombando. Cuidado!
Não teve aquela louca minha gente, que na tpm arrancou o pinto do namorado?
Por isso meus queridos homens, cuidem bem das suas meninas fadas.
Sim, estamos cada vez mais fortes e independentes
Mas ainda sim acreditem, adoramos ser paparicadas.
Março 14, 2008
if i was not there already… (ou pequeno poema em forma de prosa)
Posted by Lilla Borba under insônias, literaturaLeave a Comment
Tente explicar as coisas mais importantes e você verá que o que sobra conforta todo o vazio da seriedade, toda a falta que um sorriso no seu rosto trás e a quebra da expectativa…
E estou indo de novo para o lugar onde minha mente descansa. Eu te ajudaria a relaxar, parar pra pensar, eu faria de tudo se eu já não estivesse lá.
Depois me diga qual a razão do não poder, o que te impede de querer. Ou simplesmente não explique nada, faça silêncio, mantenha-se calada, para o caso de um dia sua voz ter que ser usada contra si mesma, uma espécie de auto-traição.
E um dia você vai lembrar que a calma que eu trazia não era minha. Era a fonte que alimentava todas minhas fantasias. E quem sabe você entenda que paz é só pra quem ja foi e voltou da tormenta dos dias inquietos…
Março 13, 2008
just one more cigarrette…
Posted by Lilla Borba under falta de ar, insônias, pensatasLeave a Comment
Se existe uma palavra que me descreve é SURTO. Eu simplesmente surto e resolvo fazer.
Eu não consigo andar um caminho reto, com metas para daqui cinco anos. Simplesmente não consigo… É complicado eu receber meu salário e não ter uma folga pra ir num show, comer pastel na feira e fazer coisas corriqueiras que vão tirar o tédio dos meus dias. Chega a machucar ter que pensar em ter uma vida regrada graças a limitações e metas. Nesse momento eu surto…
Mas não são todos os momentos que nos dão o “prazer” de poder surtar. Tensões são momentos ideais para surto desde que estejam num contexto “posso mandar tudo a merda”. E tem dias que simplesmente não podemos entrar nesse contexto, e temos que aguentar toda agonia e falta de ar que situações podem nos proporcionar. Dói. Da agonia e desespero. Vontade de chorar.
A busca pelo alívio imediato é uma saga medieval. Montes e montes de terra a percorrer e talvez a solução estivesse lá atrás, no pequeno detalhe…
Quando eu era pequena meu pai sempre curava meus machucados com álcool pra aprendermos a não correr, ou não brigar, enfim… não se machucar por coisas que simplesmente podemos evitar. E eu transcendi isso para o meu dia a dia adulto. Eu bebo! É álcool da mesma forma. Cada dor de cabeça do dia seguinte ou cada dor de estômago me faz querer estar bem comigo mesma, para não recorrer ao “santo remédio”, aquele que apaga minha tensão imediata, mas que me faz remoê-la no dia seguinte (e sentir outras dores causadas pela suposta cura).
E como resolver os problemas sem tomar remédios amargos? Ainda estou tentando descobrir, mas pra aliviar a tensão imediata, por favor, me traga mais um maço de marlboro light? Obrigada.
Março 11, 2008
Hey u, girl!
Posted by Lilla Borba under filmes, influências, insônias, literatura, música, pensatas, ídolos1 Comment
Iniciando o milésimo blog da minha carreira, mas escrever é inevitável. Alias eu sempre me expressei muito melhor atraves de um bom texto, e-mail, carta, diário, guardanapos e afins… é claro que não sou só eu que tenho essa paixão pelo silêncio quebrado apenas pelo som do teclado alucinado que metralha palavras, ou do arranhar de uma bic em páginas que em questão de minutos deixam de ser brancas e se tornam memórias, ou fantasia.
Eu idolatro quem sabe com a suavidade de poucas letras colocar pensamentos em ordem. Meus favoritos na literatura são Nelson Rodrigues e Clarice Lispector. Na música, essas idéias ganham melodia e ficam se repetindo na cabeça, transformando sua mente… Poucos usam a música como a arma poderosa que ela é (infelizmente), e quando eu acho alguém assim eu sugo todo o conhecimento que se é possível.
Meu bom exemplo disso é Pitty. Amo suas letras, e uma delas da nome a esse mar de pensamentos: O Muro. “Se você quiser/Eu posso mostrar que não tem/Mais motivo algum/Pra você se deixar ser também/Um inconformado comum/Que nunca pensa em chegar além/Desses muros construidos/Pela visão limitada de alguém”.
Ambiguo a escolha desse nome, afinal o muro é construído pela visão limitada. Todos nós somos construídos por visões limitadas, e cabe a nós mesmos fica para dentro da reclusão de idéias, ou pular o muro. E praqueles que acham que podem se arrepender, que tenham a coragem de ficar em cima do muro, e observar bem os dois lados, para escolher depois sem medo de achar que é tarde demais para escolher um lado… Eu gosto de estar no meio, de observar ações. Mas não me considero em cima do muro. Apenas acho que o muro “olha” pra fora e da as costas para o que tá dentro. Vive ambas realidades mas sempre olhando pra fora.
Mas voltando a falar de pessoas que escrevem, também admiro roteiristas que sabem “fazer” a mente de um personagem tão complexa como a do ser humano pensante, ativo, com passado e sentimentos. Assisti a Lost and Delirious ontem. Não tem como não se deixar pelas palavras de Shakespeare ou pela perdição de Paulie. Um personagem que é influênciado por outro personagem e transforma tudo num jogo de palavras que ultrapassa os limites dos sentimentos através de palavras escritas, lidas ou representadas. O filme retrata tão bem a mente “lesbo-adolescente” que chega a me impressionar.
Eu, por exemplo, nunca tive uma amiga que não tenha ficado na situação exata de Paulie. Que não tenha entendido o amor antes de sentir dor. Acho isso meio mágico de certa forma. Num mundo consumista e capitalista e imperialista é só no amor e nas palavras sobre coisas de dentro que podemos ser humanos.
Não podemos ser humanos no trabalho, nem na escola, nem nas baladas, e admiro quem pode escrever o que sente, porque esse sim será humano em tempo integral.