Julho 2008


… por que eu larguei a minha mesmo?

Na verdade eu lembro do dia (deve estar fazendo um ano esses dias…)…
- … eu não me sinto capaz de viver.
- Mas uma pessoa não pode tirar sua capacidade de viver…
- … mas eu tinha uma alegria, amizades, personalidade, e eu cedi. Eu dei tudo que eu tinha de bom em troca de uma coisa eterna. E acabou. Acabou meu ar. Eu tenho agonia, meu peito dói, dói pra respirar… Vou te contar que estou saindo com uma outra pessoa. Eu olho pra ela e penso: “nossa, onde isso vai parar”. Eu tinha segurança quando eu corria risco, e agora eu tenho medo de conhecer pessoas pra sair e tomar uma cerveja. Eu vou começar uma faculdade por influência do meu ar, e o que eu vou fazer lá sozinha, num mundo que não é mais o meu… Eu troquei tudo que eu tinha por isso, e agora? A questão não é andar pra frente, não to parando o tempo. Eu sei que os dias vão passar e se daqui a 30 anos meu peito não parar de doer eu simplesmente não vou ter voltado a viver, e ai eu vou ter quase 50 anos, e uma vida infeliz… Tá, ninguém morre de amor, mas isso sustenta um pouco as pessoas… Eu comecei essa merda com 15 anos, O QUE EU SABIA DA VIDA? Nada. Eu era pop, engraçada, me cuidava melhor, tinha estilo, tinha amigos, mil rolinhos e namoros e uma maturidade que não era da minha idade. Eu ja tinha sofrido dois anos por uma pessoa, dois anos pela primeira pessoa que eu realmente quis ficar, e não tinha sido pilha das meninas do colégio. Eu tive que criar noção que, por ser lésbica, eu ia ter que aprender a ser mais independente. Eu dividi minha família por ela, eu mudei meus conceitos, eu fiquei fechada, tímida, e agora eu gaguejo. Se eu estivesse aqui, só chorando, mas saisse em seguida com 10 pessoas pra tomar um chopp e ainda estivesse menos gorda, e estivesse com uma capacidade impar de atrair pessoas porque eu dou risada e falo coisas engraçadas, mesmo quando o clima é de tragédia… mas não. Eu sou X. Tenho dor no corpo, stress, depressão, mudei de emprego no impulso e to me arrependendo amargamente, e eu só queria encontrar um fio de felicidade na minha vida. Uma coisa que seja um motivo, uma razão, porque dentro de mim JÁ NÃO EXISTE RAZÕES… Eu sinto angústia e culpa. E isso ta acabando comigo. Eu só não quero que isso termine de me destruir, porque eu definitivamente não tenho a menor vontade de viver…
- É normal se preocupar, é natural. Mas o que passou e está feito, já era. Vamos continuar daqui, Dalila. Agora você tem mil dívidas, cansaço, problemas de saúde, e uma fase nova com a faculdade que você nem está tão afim… Mas onde vai conhecer pessoas, quem sabe não goste do curso, afinal de contas você tem que ter um pouco de afinidade pra ter aceitado fazer isso…
- … na verdade eu disse tudo isso pra concluir que não quero passar duas horas por semana te pagando pra me lamentar, hoje é a última vez que venho.
(silêncio).

[escrito em 10/08/07]

Parelelo com a realidade:
Me livrei da culpa.
Tenho medo.
Ainda tenho problemas pra respirar quando estou com algum problema.
Ontem eu precisei usar bombinha, que não usava fazia uns bons 8 meses.
Mas a realidade é cruelmente linda. Ontem eu resolvi que é assim… A gente sofre, mas tem uma hora que não é por alguém, é pela situação, é pelo saldo positivo/negativo do fim.
Estou fazendo meu saldo. E hoje eu vejo que sou melhor do que a uns 3 anos atrás.
(mas continuo gaguejando…)

“Não foi bem assim que eu sonhei.
Não era o que eu esperava de nós.
Muitas vezes subestimei sua capacidade de querer e ser insistente e hoje vejo que quem não perseverava era eu.

Ja vi isso tem um tempo, não ache que é peso na consciencia instantaneo. Não. Tenho pensado muito mais nos seus momentos de felicidade do que nos meus. Tenho tentando não te deixar errar como errei com as ilusões, mesmo sendo eu mesma, uma ilusão. E agora vou te deixar em paz, vou viver o que me aguarda, e espero que seja feliz. Amo.”

Agora é viver e aprender a jogar.

Estúpida!
Entupida
Tapada
Cuzona.

Adoro.

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Prá que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor

Tristeza não tem fim
Felicidade sim.

(Tom Jobim e Vinicius de Moraes)

*****

A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão

(Vinicius de Moraes – Samba da Benção)

A vida é uma merda.

Eu to sem saco.

Odeio seres humanos.

Devo ter dançado créu na Santa Ceia.

ISAC = Isso Só Acontece Comigo

Eu sou a piada de Deus…

Minha vida é um inferno!

E mais 1250 coisas que você pode dizer quando as coisas estão uma merda.

*****

Cansada.

Cansada.

De mau humor.

Chata.

É, não mudou nada.

Do I stress you out
My sweater is on backwards and inside out
and you say how appropriate
I don’t want to dissect everything today
I don’t mean to pick you apart you see
But I can’t help it
There I go jumping before the gunshot has gone off
Slap me with a splintered ruler
And it would knock me to the floor if I wasn’t there already
If only I could hunt the hunter

And all I really want is some patience
A way to calm the angry voice
And all I really want is deliverance

Do I wear you out
You must wonder why I’m relentless and all strung out
I’m consumed by the chill of solitary
I’m like Estella
I like to reel it in and then spit it out
I’m frustrated by your apathy
And I am frightened by the corrupted ways of this land
If only I could meet the Maker
And I’m fascinated by the spiritual man
I am humbled by his humble nature

And what I wouldn’t give to find a soulmate
Someone else to catch this drift
And what I wouldn’t give to meet a kindred

Enough about me, let’s talk about you for a minute
Enough about you, let’s talk about life for a while
The conflicts, the craziness and the sound of pretenses
Falling all around… all around

Why am I so petrified of silence
Here can you handle this?
Did you think about your bills, your ex, your deadlines
Or when you think you’re gonna die
Or did you long for the next distraction
And all I need now is intellectual intercourse
A soul to dig the hole much deeper
And I have no concept of time other than it is flying
If only I could kill the killer

And all I really want is some peace man
A place to find a common ground
And all I really want is the wavelength
And all I really want is some comfort
A way to get my hands untied
And all I really want is some justice

And all I really want is some patience
A way to calm it down
And all I really want is deliverance
And the common ground
And all I really want is some peace man
A way to come untied
And all I really want is the wavelength
And no concept of time…

“Não queria te contar, mas sempre fui uma pessoa de baixa auto-estima. Desde as brincadeiras maldosas das crianças do Colégio, até os foras das meninas dos meus sonhos. Um sentimento de rejeição tomou conta de mim, e hoje eu simplesmente faço o que a vida me oferece de oportunidade.
Não era capricho contar-lhe ou não, era respeito a mim. Sabe, hoje eu sei que nenhum dos meus defeitos são grandes o suficiente pra você, mas no começo nada sabemos sobre os sentimentos dos outros. Não sabemos se nosso corpo é lindo e desejado, se nosso beijo é molhado e ardente, se nosso toque é macio e quente. E ai aguardamos um feedback do primeiro contato, uma recíproca dos primeiros sentimentos, e ai deixamos aqueles hábitos repreendidos se soltarem aos poucos até podermos ser nós mesmos.
Mas meus (maus) hábitos me fazem ser a pessoa hora mau humorada, hora super carinhosa. Eles fazem minha personalidade e, quando você me teve pela primeira vez, pegou meu lado mais inocente de quem deixa cair as máscaras pra conseguir um colo consolador. E agora? Eu te agrado? Eu te faço bem? Você queria a garota sofrida do passado ou a mulher não muito disposta a conversas que eu sou? Posso ser as duas. A hora que você quiser, porque, como disse, eu aproveito as oportunidades e me adequo a elas, mas queria tanto que você tivesse a mim, e não a minha imagem.”

CHEGA DE PROBLEMAS!
Chega!
Hiper mega ultra master blaster plus advanced cansada de ser 100% imagem.
Eu sempre fui dessa teoria de me adequar ao que queriam que eu fosse. Agora eu to meio cansada, sabe… Não vivo boas fases já tem quase um ano. To começando a passar pelas “segudas vezes sem”. Segundo ano sem. Segundo aniversário. Daqui a pouco segundo Natal. E minha vida sempre sempre sempre esse inferno. Assumo que ainda tenho medo, e por hora eu me apego a ele, porque, medo ou não, é o resto do carinho que eu não tenho das pessoas que eu queria ter. Como já disse antes, pelo menos a uns tempos atrás era divertido. Pseudo overdoses de anti muitas coisas pra ver se eu passava mal e desmaiava. Mas ultimamente eu ando paradoxal. Apegada a realidade de que essas coisas não passam de alívios corporais, e se eu me matar eu vou pro inferno (TÁ NA BIBLIA). Ou seja, tenho mau humor, vontade de acabar com um maço de cigarro por hora, com MUITA vontade de tomar vodka, e um pouco desanimada de relacionamentos entre seres humanos, ou seja, vou comprar um gato.

Odeio esses cigarros de menta, de cereja, de cravo, parece que meu pulmão chupou Halls! Blérg.

Corta rente a pele e fere.
Faz sentir e ouvir
Enxergar os fantasmas e o passado
E morre uma vez mais.

Não diga que foi meu passado
Não pensa que o erro é só meu
O que eu digo não faz consertar
Como eu ajo não te faz acreditar
E por mais que eu implore
Sua reação será sempre se curvar

Mente, sente, entende
Faz perceber que cada golpe
Faz doer um pouco mais.
Os sonhos pegando fogo
E a luz fazendo as faces mais lindas.
O que eu queria virou cinza.
E você me pede um pouco mais.

Não tenta me convencer
Não busca outra razão de viver
O que eu penso não faz mudar
Meu esforço é afirmação de fracassar
E nem vai adiantar
Sua resposta será sempre se esquivar

Voltando ao vício e a necessidade de falar pra não entupir.

Vontade de começar com “querido blog”… Falta de escrever, e um vazio imenso com diversos fatos.
Voltei do Rio a 1 mês com uma sensação ridícula. Me sentindo uma estúpida. Enfim… larguei o que me prendia e resolvi ser feliz… assim, resolvi, porque Deus deu o livre arbitrio, e você ser ou não feliz é sim questão de escolha. Se sua tristeza é uma divida ou um emprego, você vira hippie e volta a ser feliz, simples assim. E eu resolvendo ser feliz descobri em alguém um sentimento foda. Uma coisa que eu ja sabia que entre nós ja existia mas que até então não tinha tido oportunidade de ver… E sendo feliz esqueci do que passou.
Minha felicidade deve ter uns agentes contra. No dia mais feliz, com várias coisas acontecendo, e empolgação e divertimento recebo a ligação dizendo que minha vó faleceu. Dois dias antes uma parte do meu passado se desprendeu e veio descobrir porque eu havia deixado aquele pedaço pra trás… Mas deixei lá, no lugar de relíquia que aquela memória ocupava na minha vida. Mas ninguém gosta de pensar que vai passar o resto dos tempos encostado, ou pra trás, ou só “guardado com carinho”.
Eu queria aprender a fazer menos confusão. Por hora sinto “inveja” de uma pessoa que consegue se desprender e ser feliz. Que consegue apagar as cores de quem ameaça descolori-la. Essa é uma das pessoas que eu consegui não transformar em objeto… Maldita mania. E se transformasse seria um livro de palavras sabias que me faria manusea-lo com frequência tornando-se parte essencial de mim, assim como sua essencia…
Um tanto cansada das dúvidas, mas ja acostumada aos desincentivos. Aos “você não presta”. Mais uma vez eu tenho medo e mais uma vez me escondo embaixo da cama…

Será que um dia eu aprendo?