Posted by Lilla Borba under
Uncategorized Leave a Comment
Eu quero ter o direito de me sentir mal.
Sabe como funciona? Você tem os “melhores” amigos. Mas o problema deles é sempre maior que o seu. Você quer chorar, e aquela maldita lágrima ta presa a dias, como se fosse unha encravada, e ele não para de reclamar dos pais, do tio, dos amigos. Essas coisas me cansaram. Tá, não sou exemplo de felicidade, mas me deixem quieta então…
Quando você pensa que vai me derrubar, com os seus desejos amargos, pois saiba que até as onda do mar, se renovam para sustentar os barcos. E assim a maré carrega, a maré carrega, tudo que nela suporta, preenche o espaço na terra, enche os espaços na terra, pegue seu ódio e afogue! Guarde no seu porão, esconda como foi com Atlantida, ao ponto de ninguem encontrar e apodrecer no fundo do mar.
Posted by Lilla Borba under
Uncategorized Leave a Comment
… é que agora a vontade não é de morrer, é de simplesmente não existir.
Fechar o olho e ter certeza que aquilo vai desaparecer e vai ser só você e o mar (ou o campo). Só o seu cigarro, e sua bebida favorita, o dia inteiro. Sem a necessidade de se alimentar, falar, se comunicar, expressar, pensar… só você e as coisas que mais te relaxam, e te fazem ter prazer na vida (sem ser o sexo). Mas você pensa nisso e abre os olhos, e ainda está no mesmo lugar. Aquela risada gostosa que nunca mais você ouviu ou vai ouvir. Uma sensação de ruina e fracasso que te fazem todo dia ser um pouco pior. Te fazem todo dia ter uma lágrima acumulada a mais. Te fazem não se importar mais com peso, alimentação, saúde, família, amigos. Na verdade te fazem cada dia entrar mais no cenário das ondas, ou do mato, e abrir o olho cada dia mais tarde, esperando o dia que finalmente o olho não vai abrir e você vai poder aproveitar aquilo. Aproveitar aquele marasmo. Aproveitar a solidão que você mesmo procurou. E um dia você vai estar lá a dez dias, mas vai acordar na mesma hora, viver mais tantas horas e chegar de novo na sua calma e viver seu décimo primeiro dia de paz. É assim, falta empolgação, falta amor, falta carinho, falta tudo, mesmo assim você não quer destruir. Você quer que seja destruido.
Falam do meu talento: escrevo bem, desenho, sou comunicativa. Por que só eu não vejo?
Falam do meu humor: ácido e engraçado. Por que eu faço tanta questão de enfatizá-lo?
Falam da minha aparência: sempre igual. Por que eu não quero me destacar?
Falam do meu corpo: parece que eu emagreci. Estou dez quilos mais gorda, não entro nas roupas que acho legal, e mesmo assim eu vivo parecendo q emagreci =/
eu quero sumir. não é pra sempre, é só desaparecer daqui 15 anos. ou então ter a idade dos meus tios, porque eu definitivamente não pertenço a esse tempo.
Anacronica.