Pero tal vez
Si tú hubieras hablado mi amor
Te tendría aquí a mi lado
Y serías feliz
Me falta vergonha na cara de me afastar das coisas negativas que me sugam…
Abril 26, 2009
Pero tal vez
Si tú hubieras hablado mi amor
Te tendría aquí a mi lado
Y serías feliz
Me falta vergonha na cara de me afastar das coisas negativas que me sugam…
Abril 20, 2009
Sabe o dia que você acordou pra fazer merda? Tô assim nas últimas duas semanas… he.
Alias, em matéria de aprontar, ando sendo #1.
Primeiro, eu falo tudo sem pensar… eu não meço palavras. Ai vem neguinho questionar, e eu fico com cara de tacho, afinal QUEM MANDOU ABRIR ESSA BOCA DE PRIVADA. Gosh!
Abril 20, 2009
Mulher se discute sim, meu amigo.
Elas que transformam as mentes dos pobres seres humanos que as amam. Fico pensando nisso porque todo mundo que já amou uma mulher de verdade, alguém que ja mudou a rotina por uma, não consegue se desligar desse passado. Mulher é uma pra vida inteira. Homem (desculpem meninos) você acha sempre um melhor.
Abril 18, 2009
Quanto tempo eu não escrevo?
Quanto tempo eu não mostro que eu penso também?
To lendo mais, vendo mais filmes, tenho andado sozinha com o fone de ouvido me ensurdecendo, pensando em como eu queria ser, e não sou. Não sou por falta de tempo, ou de oportunidade, ou de tempo de desenvolver uma determinada atividade. Não sou porque me cansa ser, porque exigiria mais de mim, porque sou porca em relação aos meus objetivos.
Bom, nas minhas leituras atuais encontra-se O Leitor.
Comprei num impulso de revolta. Eu queria ler, não ia comprar. Mas depois de tomar vinte minutos de chuva por causa de um cigarro, eu fiquei revoltada com a minha falta de capacidade de parar com o vício (o que teria me poupado da chuva), entrei na livraria, peguei as encomendas na reserva, e passei por um daqueles quiosques onde estão os livros de destaque, agarrei o livro, e paguei. Assim, simples, sem nem olhar nas partes internas se a história realmente me interessaria, sem ver o preço (que por sinal, nem foi tão caro). Esses são meus impulsos de revolta: comida, consumo e grosseria (procurei uma palavra com “c”, mas não achei).
Voltando ao foco: o livro. Ele é narrado em primeira pessoa, e pelo que eu entendi, no filme, essa narração é uma sessão de terapia. No livro é simplesmente um escritor contando sua história. Em um determinado momento ele propõe a seguinte questão: quando você é criança te dá “raiva” o fato dos seus pais saberem o que é melhor pra você. Se isso já é ruim quando ainda não somos desenvolvidos, é muito maior quando somos adultos. E questiona, por exemplo, uma pessoa ser acusada de um crime. Essa pessoa é canhota, mas tem vergonha de ser canhota. Se ela admitisse usar a mão esquerda seria solta porque, por evidências, o crime foi cometido com a mão direita. Você tem direito de interferir nesse sentimento de vergonha? Você tem o direito de falar que essa pessoa é canhota, e expor seu motivo de vergonha, para defendê-la? Será que essa pessoa esta disposta a pagar pelo que não fez por ter vergonha de ser quem é? Não é mais vergonhoso vestir uma culpa?
Anyway, isso me intrigou. Por vergonha de algumas das minhas ações, ou do meu jeito, ou de alguma coisa que só eu tenho o poder de mudar, as vezes eu me deixo cair culpas. Pelas minhas omissões eu causo revoluções onde o único lado a perder é o meu. Tenho vergonha do meu passado. Vergonha das vergonhas que passei, vergonha do meu medo. E eu numa onda de tentar recuperar algumas coisas escrevi o seguinte e-mail pra uma pessoa essa semana:
[...]
Mas digamos que sou uma pessoa “na minha”. Tenho meus amigos, e minhas idiotices, mas me alimento das outras coisas. Gosto de jogar videogame, e brincar de massinha, desenhar o que to vendo, por mais q NORMALMENTE eu não consiga, leio full time pq ocupa minha mente “brilhante”, escrevo com frequencia, toco violão nas horas vagas (toco mto mal e qse nada, mas brinco), sou viciada em música, mas sou de fases. Tenho compulsividade por arte, livros e filmes. Compro DVDs a rodo, gosto de cinema filmes “cults”, choro na maioria dos filmes. Visito museus sozinha pq eu fico HORAS olhando o mesmo quadro, se necessário. Tenho horror a metrô, não gosto de praia (por causa da areia), o sol me incomoda, amo sitio, adoro frio mas dispenso chuva. Meu senso de humor é britânico, sou detalhista, mas isso não me faz perfeccionista. 90% do tempo sou metódica. Viciada em comida japonesa e mexicana. Apelidada carinhosamente de gordinha de prédio (por viver em casa, e comendo ¬¬).
Tenho tantas outras coisas para assumir. Assumir meu ciúmes exagerado dos meus amigos, meu medo de relacionamentos, a vergonha do meu corpo. Assumir que não sei pedir por favor, ou agradecer o que me é feito (por timidez, na maioria das vezes). Anyway, acho que o remédio pra vergonha é se assumir. Pra você mesmo. E termino (sem paciência por tentar concluir isso a três dias) com uma música do Pato Fu que eu não conhecia, mas que ontem meu amigo me disse que foi escrita para os gays, e na verdade fala sobre se assumir de uma maneira geral…
Ela esta pronta
Pra mudar a sua vida pra sempre
Já imagina
Como tudo vai ser tão diferente
E aquele lugar la na frente
Vai ser seu
Mais um minuto
E tudo o que sonhou vai ser verdade
Não há no mundo
Quem não entenda a sua felicidade
Que possa dizer com certeza
Que o lugar é seu
Que é de quem nasceu pra brilhar
Uh, a hora da estrela vai chegar
Uh, agora ninguém vai duvidar
Não hoje, não mais
Nem nunca, jamais
Ela esta pronta
Pra mudar a sua vida pra sempre
(A Hora da Estrela – Pato Fu)