Maio 2009


Eu definitivamente não tenho estomago, e agora não tenho esofago.
Quem vai ser o próximo a decretar falência?

- me jogar de um prédio.

- tomar tudo quanto é remédio.

- me afogar.

- prender o ar, e enfiar metade da fronha na boca.

Quando isso tudo vai acabar? Eu não sei. Queria que acabasse logo, e não tivessem esses fins temporários que a sensação de felicidade tras.
E quando você não quer prejudicar ninguém? E quando você lê Bukowski e Caio de maneira incansável, tentando consolo no colo de quem se sente tão mal quanto você, mas continuou. E pra eles já acabou. Eu daria mais valor se estivessem aqui… Se ainda tentassem falar que eles tentam.
Minha gastrite ta virando úlcera, minha consciência fala mais alto pelos outros e toda vez eu me afogo mais na mágoa de não seguir meus sonhos, ideiais, desejos e vontades. Eu não quero mais falar sobre talento. Sobre capacidade. Sobre carisma. Sobre potencial. Sobre nada… Eu quero ficar muda. Eu quero ficar surda. Eu quero me absorver na minha própria dor porque só nela eu acho a cura pro irremediável desejo de apagar tudo que ja passou. E quando eu sinto essa dor tudo volta. Tudo, todos. Os medos, as aflições, as frustrações, as pessoas que passaram, a carência, a agonia. E ao mesmo tempo eu não sei se os abraços da Aline seriam tão bons pra alguém quanto são pra mim, se o “eu te amo” do meu primo seria tão gostoso quanto é pra mim, se as preocupações da minha mãe seriam tão absurdas quanto são pra mim. Se o amor incondicional e a confiança da minha prima existiriam sem mim. Mas que diabos. Eu não vivo por mim, vivo pelo que os outros querem/sentem/pensam de mim.

Mas uma vez eu errei na minha vida, pelo que esperam de mim.
Vocês venceram. Vou seguir Caio e continuar… Mas não exijam mais nada de mim…