ídolos


da France Presse, em Nova York

O famoso musical “Hair”, que revolucionou o gênero nos anos 60 em Nova York, antes de rodar o mundo, comemorou nesta terça-feira (29) seu 40º aniversário com o anúncio de que voltará ao Central Park durante o verão do hemisfério norte.

Apresentada pela primeira vez em um grande teatro da Broadway no dia 29 de abril de 1968, a obra escrita por James Rado e Jerome Ragni sobre música de Galt MacDermot tinha nascido um ano antes, nas pequenas salas “off-Broadway”, como produção do Teatro Público.

Considerada provocadora por incluir textos que abordam abertamente temas como a homossexualidade, a masturbação e as drogas, “Hair” tinha várias cenas com nus e rapidamente se tornou uma bandeira dos “hippies” e dos adversários da guerra do Vietnã.

O musical conta a história de um grupo de jovens pacifistas que vive no East Village de Manhattan, protesta contra a guerra e pratica o amor livre.

Algumas de suas músicas, como “Let the sunshine In”, “The Age of Aquarius”, “I Got Life” ainda faziam parte em 2006 da lista das mais tocadas elaborada pela BBC.

Em 1979, “Hair” foi adaptada pelo diretor Milos Forman para o cinema.

As apresentações no Central Park estão previstas para entre 22 de julho e 17 de agosto.

Fato que achei necessário postar isso.
Até porque eu já assisti esse filme 900 vezes e ainda choro com o:
“manchester england, england
across the atlantic sea
he’s a genious genious
and believe in god
believe in claude”

isso é o que causa a presença feminina na minha vida.

Para comemorar, um poeminha da Pitty.

Pessoas se sentem impelidas a consumir em datas comerciais
Mas hoje no dia das minas, preferimos presentes imateriais
Umas são duronas, outras são mais doces.
Bonita e inteligente, é uma combinação fatal
Mas o maior desafio de todos meu amigo, é que nenhuma de nós vem com manual
É ótimo quando nos acham bonitas. Faz um bem danado pra auto estima.
Mas a maioria de nós fica mesmo orgulhosa, é quando a gente é admirada daqui pra cima. [do pescoço pra cima]
Tem aquela parte terrivel: Hormônios bombando. Cuidado!
Não teve aquela louca minha gente, que na tpm arrancou o pinto do namorado?
Por isso meus queridos homens, cuidem bem das suas meninas fadas.
Sim, estamos cada vez mais fortes e independentes
Mas ainda sim acreditem, adoramos ser paparicadas.

Iniciando o milésimo blog da minha carreira, mas escrever é inevitável. Alias eu sempre me expressei muito melhor atraves de um bom texto, e-mail, carta, diário, guardanapos e afins… é claro que não sou só eu que tenho essa paixão pelo silêncio quebrado apenas pelo som do teclado alucinado que metralha palavras, ou do arranhar de uma bic em páginas que em questão de minutos deixam de ser brancas e se tornam memórias, ou fantasia.

Eu idolatro quem sabe com a suavidade de poucas letras colocar pensamentos em ordem. Meus favoritos na literatura são Nelson Rodrigues e Clarice Lispector. Na música, essas idéias ganham melodia e ficam se repetindo na cabeça, transformando sua mente… Poucos usam a música como a arma poderosa que ela é (infelizmente), e quando eu acho alguém assim eu sugo todo o conhecimento que se é possível.

Meu bom exemplo disso é Pitty. Amo suas letras, e uma delas da nome a esse mar de pensamentos: O Muro. “Se você quiser/Eu posso mostrar que não tem/Mais motivo algum/Pra você se deixar ser também/Um inconformado comum/Que nunca pensa em chegar além/Desses muros construidos/Pela visão limitada de alguém”.

Ambiguo a escolha desse nome, afinal o muro é construído pela visão limitada. Todos nós somos construídos por visões limitadas, e cabe a nós mesmos fica para dentro da reclusão de idéias, ou pular o muro. E praqueles que acham que podem se arrepender, que tenham a coragem de ficar em cima do muro, e observar bem os dois lados, para escolher depois sem medo de achar que é tarde demais para escolher um lado… Eu gosto de estar no meio, de observar ações. Mas não me considero em cima do muro. Apenas acho que o muro “olha” pra fora e da as costas para o que tá dentro. Vive ambas realidades mas sempre olhando pra fora.

Mas voltando a falar de pessoas que escrevem, também admiro roteiristas que sabem “fazer” a mente de um personagem tão complexa como a do ser humano pensante, ativo, com passado e sentimentos. Assisti a Lost and Delirious ontem. Não tem como não se deixar pelas palavras de Shakespeare ou pela perdição de Paulie. Um personagem que é influênciado por outro personagem e transforma tudo num jogo de palavras que ultrapassa os limites dos sentimentos através de palavras escritas, lidas ou representadas. O filme retrata tão bem a mente “lesbo-adolescente” que chega a me impressionar.

Eu, por exemplo, nunca tive uma amiga que não tenha ficado na situação exata de Paulie. Que não tenha entendido o amor antes de sentir dor. Acho isso meio mágico de certa forma. Num mundo consumista e capitalista e imperialista é só no amor e nas palavras sobre coisas de dentro que podemos ser humanos.

Não podemos ser humanos no trabalho, nem na escola, nem nas baladas, e admiro quem pode escrever o que sente, porque esse sim será humano em tempo integral.