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Bom, esse é meu último post nO Muro.
Quando comecei O Muro eu me sentia feliz por ser uma pessoa indecisa. Isso não destruia minha vida, não me atrapalhava em nada. Isso na verdade era a única certeza, mesmo que paradoxal, que eu tinha a respeito de mim. Eu era uma pessoa indecisa E PONTO.

Meu coração carregava mágoas, carregava medo, carregava culpa. Eu tinha falta de ar, eu queria fumar alucinadamente e acabar numa vala bêbada e carregada, achando isso bonito. Eu fiz tudo que não devia, de uma vez.

Não vou negar, a essencia, os valores e a alma continuam a mesma. Eu ainda sonho em me apaixonar enlouquecidamente e ser capaz de jogar fora tudo que eu lutei pra chegar onde estou… mas hoje as coisas mudaram… Hoje… hoje eu sou a Lilla. A Lilla de novo. A Lilla que parece que o MUNDO procura quando tem problemas, e que, se pah, nem tem estrutura pra isso. A Lilla que eu abandonei, e que ainda existe. Ainda sonha e tem planos, ainda é esbaforida e divertida quando quer. Que fala pelos cotovelos e é ironica.

Hoje os problemas são outros, as duvidas são outras, e então vou começar um novo rumo pra falar das coisas que acontecem. Assim que começar, posto o link como uma despedida a esse muro, tão pichado, que usei mil vezes para me apoiar.

=]

Sabe o dia que você acordou pra fazer merda? Tô assim nas últimas duas semanas… he.

Alias, em matéria de aprontar, ando sendo #1.
Primeiro, eu falo tudo sem pensar… eu não meço palavras. Ai vem neguinho questionar, e eu fico com cara de tacho, afinal QUEM MANDOU ABRIR ESSA BOCA DE PRIVADA. Gosh!

Mulher se discute sim, meu amigo.

Elas que transformam as mentes dos pobres seres humanos que as amam. Fico pensando nisso porque todo mundo que já amou uma mulher de verdade, alguém que ja mudou a rotina por uma, não consegue se desligar desse passado. Mulher é uma pra vida inteira. Homem (desculpem meninos) você acha sempre um melhor.

Eu quero ter o direito de me sentir mal.
Sabe como funciona? Você tem os “melhores” amigos. Mas o problema deles é sempre maior que o seu. Você quer chorar, e aquela maldita lágrima ta presa a dias, como se fosse unha encravada, e ele não para de reclamar dos pais, do tio, dos amigos. Essas coisas me cansaram. Tá, não sou exemplo de felicidade, mas me deixem quieta então…

Quando você pensa que vai me derrubar, com os seus desejos amargos, pois saiba que até as onda do mar, se renovam para sustentar os barcos. E assim a maré carrega, a maré carrega, tudo que nela suporta, preenche o espaço na terra, enche os espaços na terra, pegue seu ódio e afogue! Guarde no seu porão, esconda como foi com Atlantida, ao ponto de ninguem encontrar e apodrecer no fundo do mar.

… é que agora a vontade não é de morrer, é de simplesmente não existir.
Fechar o olho e ter certeza que aquilo vai desaparecer e vai ser só você e o mar (ou o campo). Só o seu cigarro, e sua bebida favorita, o dia inteiro. Sem a necessidade de se alimentar, falar, se comunicar, expressar, pensar… só você e as coisas que mais te relaxam, e te fazem ter prazer na vida (sem ser o sexo). Mas você pensa nisso e abre os olhos, e ainda está no mesmo lugar. Aquela risada gostosa que nunca mais você ouviu ou vai ouvir. Uma sensação de ruina e fracasso que te fazem todo dia ser um pouco pior. Te fazem todo dia ter uma lágrima acumulada a mais. Te fazem não se importar mais com peso, alimentação, saúde, família, amigos. Na verdade te fazem cada dia entrar mais no cenário das ondas, ou do mato, e abrir o olho cada dia mais tarde, esperando o dia que finalmente o olho não vai abrir e você vai poder aproveitar aquilo. Aproveitar aquele marasmo. Aproveitar a solidão que você mesmo procurou. E um dia você vai estar lá a dez dias, mas vai acordar na mesma hora, viver mais tantas horas e chegar de novo na sua calma e viver seu décimo primeiro dia de paz. É assim, falta empolgação, falta amor, falta carinho, falta tudo, mesmo assim você não quer destruir. Você quer que seja destruido.

Falam do meu talento: escrevo bem, desenho, sou comunicativa. Por que só eu não vejo?

Falam do meu humor: ácido e engraçado. Por que eu faço tanta questão de enfatizá-lo?

Falam da minha aparência: sempre igual. Por que eu não quero me destacar?

Falam do meu corpo: parece que eu emagreci. Estou dez quilos mais gorda, não entro nas roupas que acho legal, e mesmo assim eu vivo parecendo q emagreci =/

eu quero sumir. não é pra sempre, é só desaparecer daqui 15 anos. ou então ter a idade dos meus tios, porque eu definitivamente não pertenço a esse tempo.

Anacronica.

… essa abstinência uma hora passa.

Olha, se tem uma coisa que eu vou agradecer PRA SEMPRE a Pi, vai ser essa música. Dói, falta o ar, mas vai passar.
A Caio eu agredeço o “continua…”.

E a mim eu agradeço as doses de Sagatiba.

Eu sou uma alcoolatra juvenil?

“Não foi bem assim que eu sonhei.
Não era o que eu esperava de nós.
Muitas vezes subestimei sua capacidade de querer e ser insistente e hoje vejo que quem não perseverava era eu.

Ja vi isso tem um tempo, não ache que é peso na consciencia instantaneo. Não. Tenho pensado muito mais nos seus momentos de felicidade do que nos meus. Tenho tentando não te deixar errar como errei com as ilusões, mesmo sendo eu mesma, uma ilusão. E agora vou te deixar em paz, vou viver o que me aguarda, e espero que seja feliz. Amo.”

Agora é viver e aprender a jogar.

A vida é uma merda.

Eu to sem saco.

Odeio seres humanos.

Devo ter dançado créu na Santa Ceia.

ISAC = Isso Só Acontece Comigo

Eu sou a piada de Deus…

Minha vida é um inferno!

E mais 1250 coisas que você pode dizer quando as coisas estão uma merda.

*****

Cansada.

Cansada.

De mau humor.

Chata.

É, não mudou nada.

Voltando ao vício e a necessidade de falar pra não entupir.

Vontade de começar com “querido blog”… Falta de escrever, e um vazio imenso com diversos fatos.
Voltei do Rio a 1 mês com uma sensação ridícula. Me sentindo uma estúpida. Enfim… larguei o que me prendia e resolvi ser feliz… assim, resolvi, porque Deus deu o livre arbitrio, e você ser ou não feliz é sim questão de escolha. Se sua tristeza é uma divida ou um emprego, você vira hippie e volta a ser feliz, simples assim. E eu resolvendo ser feliz descobri em alguém um sentimento foda. Uma coisa que eu ja sabia que entre nós ja existia mas que até então não tinha tido oportunidade de ver… E sendo feliz esqueci do que passou.
Minha felicidade deve ter uns agentes contra. No dia mais feliz, com várias coisas acontecendo, e empolgação e divertimento recebo a ligação dizendo que minha vó faleceu. Dois dias antes uma parte do meu passado se desprendeu e veio descobrir porque eu havia deixado aquele pedaço pra trás… Mas deixei lá, no lugar de relíquia que aquela memória ocupava na minha vida. Mas ninguém gosta de pensar que vai passar o resto dos tempos encostado, ou pra trás, ou só “guardado com carinho”.
Eu queria aprender a fazer menos confusão. Por hora sinto “inveja” de uma pessoa que consegue se desprender e ser feliz. Que consegue apagar as cores de quem ameaça descolori-la. Essa é uma das pessoas que eu consegui não transformar em objeto… Maldita mania. E se transformasse seria um livro de palavras sabias que me faria manusea-lo com frequência tornando-se parte essencial de mim, assim como sua essencia…
Um tanto cansada das dúvidas, mas ja acostumada aos desincentivos. Aos “você não presta”. Mais uma vez eu tenho medo e mais uma vez me escondo embaixo da cama…

Será que um dia eu aprendo?

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