Eu quero ter o direito de me sentir mal.
Sabe como funciona? Você tem os “melhores” amigos. Mas o problema deles é sempre maior que o seu. Você quer chorar, e aquela maldita lágrima ta presa a dias, como se fosse unha encravada, e ele não para de reclamar dos pais, do tio, dos amigos. Essas coisas me cansaram. Tá, não sou exemplo de felicidade, mas me deixem quieta então…

Quando você pensa que vai me derrubar, com os seus desejos amargos, pois saiba que até as onda do mar, se renovam para sustentar os barcos. E assim a maré carrega, a maré carrega, tudo que nela suporta, preenche o espaço na terra, enche os espaços na terra, pegue seu ódio e afogue! Guarde no seu porão, esconda como foi com Atlantida, ao ponto de ninguem encontrar e apodrecer no fundo do mar.

… é que agora a vontade não é de morrer, é de simplesmente não existir.
Fechar o olho e ter certeza que aquilo vai desaparecer e vai ser só você e o mar (ou o campo). Só o seu cigarro, e sua bebida favorita, o dia inteiro. Sem a necessidade de se alimentar, falar, se comunicar, expressar, pensar… só você e as coisas que mais te relaxam, e te fazem ter prazer na vida (sem ser o sexo). Mas você pensa nisso e abre os olhos, e ainda está no mesmo lugar. Aquela risada gostosa que nunca mais você ouviu ou vai ouvir. Uma sensação de ruina e fracasso que te fazem todo dia ser um pouco pior. Te fazem todo dia ter uma lágrima acumulada a mais. Te fazem não se importar mais com peso, alimentação, saúde, família, amigos. Na verdade te fazem cada dia entrar mais no cenário das ondas, ou do mato, e abrir o olho cada dia mais tarde, esperando o dia que finalmente o olho não vai abrir e você vai poder aproveitar aquilo. Aproveitar aquele marasmo. Aproveitar a solidão que você mesmo procurou. E um dia você vai estar lá a dez dias, mas vai acordar na mesma hora, viver mais tantas horas e chegar de novo na sua calma e viver seu décimo primeiro dia de paz. É assim, falta empolgação, falta amor, falta carinho, falta tudo, mesmo assim você não quer destruir. Você quer que seja destruido.

Falam do meu talento: escrevo bem, desenho, sou comunicativa. Por que só eu não vejo?

Falam do meu humor: ácido e engraçado. Por que eu faço tanta questão de enfatizá-lo?

Falam da minha aparência: sempre igual. Por que eu não quero me destacar?

Falam do meu corpo: parece que eu emagreci. Estou dez quilos mais gorda, não entro nas roupas que acho legal, e mesmo assim eu vivo parecendo q emagreci =/

eu quero sumir. não é pra sempre, é só desaparecer daqui 15 anos. ou então ter a idade dos meus tios, porque eu definitivamente não pertenço a esse tempo.

Anacronica.

… essa abstinência uma hora passa.

Olha, se tem uma coisa que eu vou agradecer PRA SEMPRE a Pi, vai ser essa música. Dói, falta o ar, mas vai passar.
A Caio eu agredeço o “continua…”.

E a mim eu agradeço as doses de Sagatiba.

Eu sou uma alcoolatra juvenil?

… por que eu larguei a minha mesmo?

Na verdade eu lembro do dia (deve estar fazendo um ano esses dias…)…
- … eu não me sinto capaz de viver.
- Mas uma pessoa não pode tirar sua capacidade de viver…
- … mas eu tinha uma alegria, amizades, personalidade, e eu cedi. Eu dei tudo que eu tinha de bom em troca de uma coisa eterna. E acabou. Acabou meu ar. Eu tenho agonia, meu peito dói, dói pra respirar… Vou te contar que estou saindo com uma outra pessoa. Eu olho pra ela e penso: “nossa, onde isso vai parar”. Eu tinha segurança quando eu corria risco, e agora eu tenho medo de conhecer pessoas pra sair e tomar uma cerveja. Eu vou começar uma faculdade por influência do meu ar, e o que eu vou fazer lá sozinha, num mundo que não é mais o meu… Eu troquei tudo que eu tinha por isso, e agora? A questão não é andar pra frente, não to parando o tempo. Eu sei que os dias vão passar e se daqui a 30 anos meu peito não parar de doer eu simplesmente não vou ter voltado a viver, e ai eu vou ter quase 50 anos, e uma vida infeliz… Tá, ninguém morre de amor, mas isso sustenta um pouco as pessoas… Eu comecei essa merda com 15 anos, O QUE EU SABIA DA VIDA? Nada. Eu era pop, engraçada, me cuidava melhor, tinha estilo, tinha amigos, mil rolinhos e namoros e uma maturidade que não era da minha idade. Eu ja tinha sofrido dois anos por uma pessoa, dois anos pela primeira pessoa que eu realmente quis ficar, e não tinha sido pilha das meninas do colégio. Eu tive que criar noção que, por ser lésbica, eu ia ter que aprender a ser mais independente. Eu dividi minha família por ela, eu mudei meus conceitos, eu fiquei fechada, tímida, e agora eu gaguejo. Se eu estivesse aqui, só chorando, mas saisse em seguida com 10 pessoas pra tomar um chopp e ainda estivesse menos gorda, e estivesse com uma capacidade impar de atrair pessoas porque eu dou risada e falo coisas engraçadas, mesmo quando o clima é de tragédia… mas não. Eu sou X. Tenho dor no corpo, stress, depressão, mudei de emprego no impulso e to me arrependendo amargamente, e eu só queria encontrar um fio de felicidade na minha vida. Uma coisa que seja um motivo, uma razão, porque dentro de mim JÁ NÃO EXISTE RAZÕES… Eu sinto angústia e culpa. E isso ta acabando comigo. Eu só não quero que isso termine de me destruir, porque eu definitivamente não tenho a menor vontade de viver…
- É normal se preocupar, é natural. Mas o que passou e está feito, já era. Vamos continuar daqui, Dalila. Agora você tem mil dívidas, cansaço, problemas de saúde, e uma fase nova com a faculdade que você nem está tão afim… Mas onde vai conhecer pessoas, quem sabe não goste do curso, afinal de contas você tem que ter um pouco de afinidade pra ter aceitado fazer isso…
- … na verdade eu disse tudo isso pra concluir que não quero passar duas horas por semana te pagando pra me lamentar, hoje é a última vez que venho.
(silêncio).

[escrito em 10/08/07]

Parelelo com a realidade:
Me livrei da culpa.
Tenho medo.
Ainda tenho problemas pra respirar quando estou com algum problema.
Ontem eu precisei usar bombinha, que não usava fazia uns bons 8 meses.
Mas a realidade é cruelmente linda. Ontem eu resolvi que é assim… A gente sofre, mas tem uma hora que não é por alguém, é pela situação, é pelo saldo positivo/negativo do fim.
Estou fazendo meu saldo. E hoje eu vejo que sou melhor do que a uns 3 anos atrás.
(mas continuo gaguejando…)

“Não foi bem assim que eu sonhei.
Não era o que eu esperava de nós.
Muitas vezes subestimei sua capacidade de querer e ser insistente e hoje vejo que quem não perseverava era eu.

Ja vi isso tem um tempo, não ache que é peso na consciencia instantaneo. Não. Tenho pensado muito mais nos seus momentos de felicidade do que nos meus. Tenho tentando não te deixar errar como errei com as ilusões, mesmo sendo eu mesma, uma ilusão. E agora vou te deixar em paz, vou viver o que me aguarda, e espero que seja feliz. Amo.”

Agora é viver e aprender a jogar.

Estúpida!
Entupida
Tapada
Cuzona.

Adoro.

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Prá que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor

Tristeza não tem fim
Felicidade sim.

(Tom Jobim e Vinicius de Moraes)

*****

A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão

(Vinicius de Moraes – Samba da Benção)

A vida é uma merda.

Eu to sem saco.

Odeio seres humanos.

Devo ter dançado créu na Santa Ceia.

ISAC = Isso Só Acontece Comigo

Eu sou a piada de Deus…

Minha vida é um inferno!

E mais 1250 coisas que você pode dizer quando as coisas estão uma merda.

*****

Cansada.

Cansada.

De mau humor.

Chata.

É, não mudou nada.

Do I stress you out
My sweater is on backwards and inside out
and you say how appropriate
I don’t want to dissect everything today
I don’t mean to pick you apart you see
But I can’t help it
There I go jumping before the gunshot has gone off
Slap me with a splintered ruler
And it would knock me to the floor if I wasn’t there already
If only I could hunt the hunter

And all I really want is some patience
A way to calm the angry voice
And all I really want is deliverance

Do I wear you out
You must wonder why I’m relentless and all strung out
I’m consumed by the chill of solitary
I’m like Estella
I like to reel it in and then spit it out
I’m frustrated by your apathy
And I am frightened by the corrupted ways of this land
If only I could meet the Maker
And I’m fascinated by the spiritual man
I am humbled by his humble nature

And what I wouldn’t give to find a soulmate
Someone else to catch this drift
And what I wouldn’t give to meet a kindred

Enough about me, let’s talk about you for a minute
Enough about you, let’s talk about life for a while
The conflicts, the craziness and the sound of pretenses
Falling all around… all around

Why am I so petrified of silence
Here can you handle this?
Did you think about your bills, your ex, your deadlines
Or when you think you’re gonna die
Or did you long for the next distraction
And all I need now is intellectual intercourse
A soul to dig the hole much deeper
And I have no concept of time other than it is flying
If only I could kill the killer

And all I really want is some peace man
A place to find a common ground
And all I really want is the wavelength
And all I really want is some comfort
A way to get my hands untied
And all I really want is some justice

And all I really want is some patience
A way to calm it down
And all I really want is deliverance
And the common ground
And all I really want is some peace man
A way to come untied
And all I really want is the wavelength
And no concept of time…

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